sobre

Documento e compartilho o que tenho feito pra crescer negócios no digital usando IA. No centro disso tem um método que eu chamo de Cérebro de Marketing.

agora

Moro em Campinas com a Bia, minha esposa. Hoje estou em três frentes: opero marketing e vendas do Clube da Pedagoga com ela, toco a Roisitive (afiliação Go High Level + legado de treinamentos pra agências) e sou sócio investidor do tintim.app, um SaaS brasileiro de tracking de vendas via WhatsApp.

O foco público agora é documentar a construção do Cérebro de Marketing: transformar contexto de negócio em arquivo, regra, prova, funil e procedimento reutilizável pra IA gerar marketing específico. O Clube da Pedagoga e a própria marca Mazini são os laboratórios mais vivos. A Roisitive roda como legado ativo. O tintim entra como board e repertório, sem operação no dia a dia.

trajetória

2012, Sorocaba. R$ 1.500 e um flyer no para-brisa.

Não comecei em marketing. Fiz técnico em eletrônica, passei por engenharia sem terminar e trabalhei numa empresa de manutenção de equipamentos hospitalares em Sorocaba. Fui parar perto da área comercial e percebi uma coisa simples: quem ganhava dinheiro ali era a galera de vendas.

Antes do marketing digital, tentei criar um CRM pra bares e baladas com câmera ao vivo e o Joga Fut, uma espécie de Tinder do futebol. Os dois morreram pela mesma razão: eu tinha ideia, mas não tinha execução técnica. Em 2012, aprender a programar significava encarar livro gigante de 800 páginas. Cursor de fim de semana ainda parecia ficção científica.

Comprei o curso 8Ps do Conrado Adolpho e comecei a estudar marketing digital 16 horas por dia. Saindo de uma balada, vi um flyer no para-brisa com a assinatura da agência do Stefano. Liguei pra ele. O Stefano indicou um cliente: despachante + corretora de seguros. Reunião de duas horas, PDF de 90 páginas, pedi R$ 4 mil de mensalidade e aceitei a contraoferta de R$ 1.500. Era pouco, mas foi a porta.

2014, Campinas. Um passo atrás de 7x.

Em 2014, a consultoria regional já rodava bem. Mesmo assim, aceitei ser gerente de afiliados do Conrado ganhando sete vezes menos do que fazia sozinho. A lógica era direta: em vez de comprar o próximo curso dele, eu queria ver o que acontecia quando a câmera desligava. Morei sozinho pela primeira vez e aprendi infoproduto por dentro.

A lição-âncora dessa fase foi velocidade de implementação. O Conrado não esperava o plano perfeito. Se alguém pedia um vídeo, ele gravava no celular, subia e em minutos a página já estava gerando lead. Depois veio o Afiliado Zen, carro à vista, Nova Zelândia, Ásia e a volta pra casa da minha mãe em Sorocaba. A Carolini Calaça olhou aquilo e mandou a frase: "você está estagnado porque está confortável demais. Você precisa de boleto pra pagar." Aluguei casa no mesmo dia.

2017, Cachorros Incríveis. Tirar o rosto não tirou o teto.

Eu já estava cansado de ser o rosto do produto. Não sou o cara que grava story o dia inteiro expondo a vida. Queria uma marca sem depender da minha imagem, vendável, com operação própria. Border Collie era minha referência. O mercado pet brasileiro era gigante e ainda tinha pouca oferta especializada.

Convidei a Carol Dias, ex-gerente do Conrado, pra ser sócia. Testamos adestramento DIY, vimos que o brasileiro não comprava muito esse tipo de curso, olhamos pra um curso de brigadeiro gourmet que faturava muito e chegamos no biscoito saudável pra cachorro. Curso de R$ 97. ~8 mil alunos. Time de 13 a 14 pessoas no pico, justamente a parte que mais me drenava: gestão.

Vendi a marca pro Édipo Tolentino por uma faixa de R$ 150 a 200 mil, parcelado em R$ 15 mil por mês. A lição foi cara: tirar o rosto ajuda a vender o ativo, mas não transforma automaticamente o negócio em algo gigante. O teto só muda de lugar.

2018 em diante. R$ 60 mil/mês, Clube SSM e Roisitive.

Depois da venda do Cachorros Incríveis, fiquei meio perdido e voltei pra consultoria. Só que agora por outro preço: R$ 60 mil por mês. Em 2012 eu tinha fechado R$ 1.500. Em alguns anos, a cicatriz de operar negócio próprio mudou a ancoragem inteira.

Comecei a fazer lives despretensiosas no YouTube. Uma delas era sobre como vender consultoria. Choveu mensagem de gente fechando o primeiro cliente por causa daquela live. Daí nasceu o Clube SSM, que depois virou parte do legado da Roisitive junto com Máquina Comercial, Agência Híbrida e Marketeiro Club. Hoje a Roisitive mantém a afiliação Go High Level e esse acervo de treinamentos pra agências. É legado ativo, não o palco principal da marca Mazini.

Clube da Pedagoga. O insight que eu não tive.

A Bia era professora de educação infantil em escola particular de Sorocaba. Acordava 5h da manhã, voltava à tarde e ainda planejava atividade pro dia seguinte. Ela fazia coisas superlúdicas com material básico: tampinha de garrafa, rolinho de papel, estrelinha, gamificação. Eu olhei aquilo e falei: vamos lançar um negócio digital pra você ter mais liberdade.

Tentei aplicar o manual do infoproduto: vídeo de 40 minutos no YouTube e venda do molde. Não pegou. Aí a Bia falou a frase que eu, com anos de marketing digital, não tinha enxergado: "ninguém quer assistir vídeo de 40 minutos pra fazer uma atividade. Tem que ser vídeo curtinho, de um minuto."

Ela conhecia o público de verdade. Refizemos o modelo: vídeo curto DIY, molde grátis, comentário no Instagram, DM, oferta do Clube. Hoje são ~490 mil seguidores no Instagram da Bia, 4 anos de Clube e a Bia vive 100% disso. Essa história virou uma das bases do que eu chamo hoje de Cérebro de Marketing: o dono do negócio tem contexto que nenhum prompt genérico consegue inventar.

2025, Porto. Sabático entre aspas, GoBilly e uma lição cara.

Eu e a Bia moramos 10 a 11 meses em Portugal, com base no Porto. Foi um sabático entre aspas: eu ainda trabalhava, mas muitas vezes 1 ou 2 horas por dia. A receita recorrente em dólar da afiliação Go High Level dava espaço mental pra pensar no próximo movimento. O vault que sustenta este Cérebro de Marketing nasceu desse espaço.

Nesse período também reconstruí o GoBilly, um SaaS pra agências fazerem cobrança, contrato e nota fiscal automática. Codando sozinho, via vibe coding, em Nuxt.js. No lançamento frio, coloquei dezenas de milhares de reais em anúncios, gerei cerca de 80 contas, 20 a 25 trials com cartão e zero uso real. Nem o cara que pagou como fundador usou o produto.

A lição foi simples e meio indigesta: produto que resolve dor real ainda pode ser ruim de vender se a dor é infrequente e chata de explicar. E se o GoBilly ficasse grande, eu teria que montar time, gerir gente, viver em reunião. Foi ali que a palavra liberdade virou critério de produto, não só vontade de vida.

tintim.app. Sócio investidor, sem operação no dia a dia.

O Moa (Moacir Moda), CEO do tintim.app, me procurou quando o negócio ainda tinha 1 cliente pagante. Em vez de cobrar consultoria, troquei fee por equity: 12,5% em opção de compra. Ajudei a estruturar o funil comercial e indiquei o Júnior, closer do meu time da Máquina Comercial, que entrou como founder operacional via vesting.

Hoje o tintim faz cerca de R$ 1 milhão de MRR. Meu papel é board mensal com Moa e Diego Carmona, abrir portas quando faz sentido e conversar estratégia. Eu não opero produto, comercial, suporte nem tecnologia. Esse limite importa porque liberdade também é saber onde eu não devo sentar na cadeira do operador.

a tese de hoje

Cérebro de Marketing

O ponto que estou testando em público: IA melhora quando recebe contexto bom, não quando ganha só prompt bonito. O que separa marketing genérico de marketing útil é a camada que vem antes da IA escrever.

Cérebro de Marketing é o nome que dou pra essa infraestrutura de contexto: cliente bem definido, voz documentada, oferta, provas, histórias, funis, decisões e aprendizados organizados de um jeito que a IA consegue usar. Sem isso, ela só produz texto bonito e genérico. Com isso, ela começa a executar em cima do que o negócio já sabe.

É sobre isso que escrevo no Substack: o que estou operando, descartando, testando e documentando nos meus próprios negócios.

como eu opero

Sou introvertido. Detesto reunião. Prefiro automação a delegação quase sempre. Negócio que depende de palco gasta energia ali, mesmo quando dá certo. Por isso escolhi documentar antes de ensinar ao vivo. Documentar é operação primeiro, performance depois.

Leio em torno de 100 livros por ano em tempos mortos. Costumo dizer que quando comecei, tudo era mato. Hoje, com IA, o sujeito que tem uma ideia no fim de semana consegue destravar a primeira versão dela no próprio fim de semana. Em 2012 isso era impossível. Essa é a minha vingança geracional.

onde leio você

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